segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Priapismo

O Brasil é uma referência no turismo sexual mundial, além de exportar prostitutas e travestis à revelia para o primeiro mundo. A principal festividade brasileira, o carnaval, é conhecida por atrair contingentes maciços de estrangeiros que aqui vêm seduzidos por nossas facilidades erógenas e pela dimensão do traseiro das mulheres. Nosso último presidente, Luís Inácio, não foi menos arretado quando declarou à revista Playboy que praticou sexo com uma cabrita. Isso é, quando a maior autoridade pública de uma nação diz com naturalidade que praticou a bestialidade, você sabe que existe no brasileiro alguma coisa de muito invulgar.

A tão celebrada novela de Sérgio Abreu, enfadonha do começo ao fim e ao mesmo tempo referência comportamental para os brasileiros, celebrou a poligamia como um de seus temas condutores. Ao final do espetáculo, incapaz de escolher entre uma ou outra manceba, um personagem pseudo-italiano ficou com as duas, que consentiram serem os objetos da vontade do garanhão. Segue à novela da maior emissora do país, um reality show em que o fio condutor da narrativa se concentra num homem que decepou a piroca para tentar se tornar mulher. O clima de apreensão em torno desse ilustre feito parece concentrar todas as energias criativas dos telespectadores.

A piroca decepada causa comoção geral, é objeto de especulações, apostas, todos os olhos estão postos nela. Mas isso não é novidade. No Brasil, a piroca sempre foi mais importante do que qualquer outra coisa. Gilberto Freyre falava na importância do falocentrismo português para a colonização do Brasil; sendo impossível imaginar como um povo tão limitado demograficamente como aquele conseguiria ocupar o vasto território brasileiro sem fornicar com uma profusão de índias e negras – algo impensável entre os puritanos ingleses. A lubricidade portuguesa é considerada então um dos alicerces da nacionalidade brasileira.

O comportamento das autoridades públicas não fica muito atrás e representa a nação com perfeição. Se já citamos o exemplo de Lula e a bestialidade, porque não mencionar ministros, como Pedro Novais (PMDB-MA), que usaram verbas públicas para custear despesas com motéis, parlamentares, como o ilustre Renan Calheiros (PMDB-PE), que usaram verbas públicas para custear despesas com ex-amantes, ou mesmo personalidades públicas, como Adriano, que se envolveu em orgias com anões e Ronaldo, sexo extra-conjugal com travestis, etc. Evidentemente o povo brasileiro possui uma imaginação sexual bastante invulgar.

Ana Ferreira, a estudante brasileira que teve seu seio apalpado pelo príncipe William em uma fotografia, revela de modo emblemático a índole do povo brasileiro. Ao invés de censurar a pouco louvável atitude do príncipe, a estudante tentou lucrar com o episódio, vendendo a imagem para um tablóide. Quer dizer, o povo brasileiro não deixa de se ver refletido na sincera estudante: você passa a mão nele, tira a sua dignidade, avilta a sua honra, mas conseguirá pacificá-lo dando-lhe trocados.

0 comentários: