quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Escola de presidentes

As três principais facções criminosas da Zona Norte do Rio de Janeiro (Comando Vermelho, Terceiro Comando e Amigos dos amigos) se uniram e estão desencadeando "políticas de libertação" como já fazem o MST e as Farc. Tudo indica que dessa fortuita união sairá o nosso próximo presidente. O carisma de Mica torna-o um postulante provável para ingressar nossas hostes políticas. Ele distribui dinheiro aos pobres e marca com um ferrete os rivais. Tem punho de ferro. "É o nosso camarada de armas".

Estão enganados aqueles que denunciam a ausência de pretensões políticas nos criminosos cariocas, dados os verdadeiros currais eleitorais que eles têm criado nos morros, controlando diretamente o trânsito de ideias, como fazem os oligarcas nordestinos. O que se assiste é o ingresso institucional do banditismo na política com o pretexto sonhador de promover a libertação dos mais pobres. Essa é a justificativa que sempre deram os narcotraficantes das Farc, com quem o petismo mantém um fortuito diálogo.

O banditismo é um instrumento histórico das políticas de esquerda, bastando olhar Stálin, Fidel Castro ou Mao Tsé Tung. Com o pretexto de salvar o Brasil da indômita ditadura, Dilma e seus amigos roubaram aos montes, nunca prestando contas de onde foram aplicados o dinheiro dos assaltos ou com que justeza as aniquilações foram praticadas. É bom lembrar que estas ações iniciaram antes mesmo do golpe de 64 e tinham como o pretexto estender a revolução comunista soviética. O argumento de que se lutava contra a impiedosa ditadura e que isto justifica toda a espécie de banditismo é a institucionalização do raciocínio sonhador que ainda hoje impregna a política brasileira. "Se vamos construir essa abstração que é o futuro melhor e utópico, devemos para isso alcançar o poder aniquilando todos aqueles que se opõem aos nossos projetos de poder". Lula ilustra, com sua impulsividade infantil, esse raciocínio que outrora motivou seus camaradas de armas: 'é preciso extirpar o DEM da política brasileira'.

A política dos criminosos cariocas são assim, na ótica da esquerda histórica, lutas de libertação. Os criminosos são indivíduos excluídos do sistema de produção capitalista e que, obnubilados por uma legislação burguesa, expremem-se em favelas clamando por políticas benfeitoras. Enquanto isso não acontece, lutam com os meios que podem, praticando, através de saques, depredações, tráfico de entorpecentes, uma "legítima" política de alcance de poder, que é o escopo primeiro e segundo de qualquer esquerdista. Acaso não é esse o raciocínio comunista?

Isso quer dizer que, desse conchavo feliz de traficantes, deverá sair o treinamento dos próximos políticos que ocuparão Brasília. Dilma depredou, vandalizou e roubou para tomar o poder, tendo como justificativa a maldade intrínseca da ditadura. O traficante Mika chegaria na presidência do país, se já não tivesse sido morto pelos malvados policiais. Parem de matar o Mika!

3 comentários:

Pedrini disse...

Mais do que isso Luis. Não só um novo presidente surgirá dos Morros, como uma nova ordem social. O banditismo, daqui a pouco, visto o cenário politico atual, começará a se colocar como uma alternativa, plausível, ao que "está aí".

Luís Francisco Munaro disse...

O banditismo já é uma realidade política brasileira. Mas não como mera corrupção, e sim como máfia organizada - bem esquemada através de sistemas de propinas, ligações com organizações de guerrilhas, patrimonialismo (caso que acho mais ilustrativo o de Lulinha, filho do presidente, o gênio da Gamecorp) e etc.

O mais engraçado de tudo isso é que, diante do caos social instalado no Rio de Janeiro, justamente os milicos aparecem para oferecer segurança à população.

Luís Francisco Munaro disse...

Eu friso bem, para evitar qualquer equívoco, a minha rasgada ironia ao falar dos traficantes como organizações políticas.