sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

§3

Parece-me que, em verdade, nos tornamos vítimas de um escândalo que nós mesmos criamos e se chama, mal e porcamente, democracia. Que perdemos completamente o sentido daquilo que somos é bastante claro há um bom tempo. Mas mais do que isso nos futilizamos e nos transformarmos em criaturas afeminadas e dantescas, ridiculamente conformadas e fragilizadas por um espírito barbarizado. O monstro se voltou contra nós e agora somos garotos de vitrine, quando muito pouco nossa vida não é dedicada à espetacularização para um conjunto de fêmeas que nos assiste na sua sede de poder mesquinho. Os culpados do extremo absurdo da aparenciação somos, há que dizer mais uma vez, nós mesmos. Esvaziamo-nos e agora assistimos sentados, sedentos por carne nova, a barbárie trajada com roupas da moda e carros elegantes.

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